(...) acesso à web foi considerado mais importante por quase metade das mulheres: 46%. Nos inquiridos do sexo masculino o índice foi um pouco menor, com 30% dos homens a afirmarem preferir ficar sem sexo por duas semanas do que ficar sem ter como ver o correio electrónico durante o mesmo período de tempo.
Antes de tudo, é importante esclarecer um detalhe vital: a amostra é de nacionalidade americana.
Passando ao conteúdo da notícia, este tipo de coisas revolta-me. Partir do princípio que se coloca as actividades "fazer sexo" e "ler os e-mails" no mesmo saco, só demonstra que o caldo está entornado! É quase como perguntar a alguém "preferes ver este filme ou preferes esta camisola vermelha?". É comparar alhos com bogalhos!
Aqui a questão é ainda mais "aguda", pois é colocada na negativa: preferes ficar sem sexo ou sem ver os e-mails? Ou, na minha lógica, "preferes não ver aquele filme ou preferes não ter aquela camisola vermelha?".
Estou aqui farta de dar a volta ao miolo e continuo sem encontrar o sentido deste estudo.
Navegar na net poderá ser classificado como "trabalho", ou então, "entretenimento".
Fazer sexo também. Mas no primeiro caso é prostituição e quanto ao segundo, não está ao mesmo nível das outras actividades de lazer. Não me parece que a amostra seja constituida por profissionais do sexo...
Parece que, de vez em quando, alguém se lembra de fazer o cruzamento de bases de dados e conciliar conclusões que não podem ser conciliadas.
Agora que penso nisto desta forma... elaborar este tipo de estudos é capaz de ser uma ocupação interessante.
4 comentários:
E não se pode ter as duas coisas? O sexo não é compatível com a net?
Não. Segundo este testudo, ou fazes uma coisa ou outra. Não há cá misturas nem sem-vergonhices!
Estudos provam que portugueses preferem não ser empalados a comer ervilhas.
Nem mais!
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