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quinta-feira, novembro 18, 2010

Brasil - Parte II

  • Passeio de buggy pelo Litoral Sul;
  • Pipa, coisa mais linda;
  • Um brasileiro que fazia uns quadros impressionantes em menos de 10 minutos (e que me pediu para o trazer para Lisboa);
  • A baía dos golfinhos;
  • As piscinas de água doce;
  • O maior cajueiro do mundo (uma coisa estupidamente grande);
  • Sucos de abacaxi, laranja, goiaba, maracujá... foi muita vitamina cá para dentro!;
  • O casal de Porto Alegre que nos acompanhou mais uns dias, com nomes difíceis e esquecer: a Diesme e o Eson (?!);
  • A presença benfiquista em Pipa: restaurante decorado com bandeiras do SLB (pffff);
  • Atravessar o rio num pedaço de madeira;

Brasil - Parte I

  • Chegar ao aeroporto e começar o strip: 1 hora a secar à espera das malas, com um calor que adivinhava uma semana bem quente;
  • A cama do hotel era gigante (dava para lá enfiar uns quantos brasileiros e de certeza que ninguém se ìa sentir apertadinho);
  • Receber um cesto de frutas da concierge no quarto, depois de uma primeira conversa (e ficar a pensar "isto traz água no bico");
  • Constatar que faz sentido o café da manhã começar às 6h da matina, dado que o sol desaparece às 16h30...;
  • Ir de mansinho enfiar o dedo no mar, com medo da diferença de temperatura, e gritar "isto é quente, carago!", comprovando que a água estava mesmo a 25º;
  • "Não pise na grama", expressão que adorei (grama = relva);
  • Ouvir vezes sem fim " 'cês são portuguesas?" e ter uma vontade enorme de responder: "não, somos brasileiras com sotaque português";
  • Não me fartar do "ao seu dispôr, sinhora", acompanhado de sorrisos pepsodente e olhares melosos;






segunda-feira, setembro 06, 2010

Enquanto as palavras continuam escondidas...


Fim-de-semana no litoral alentejano.

terça-feira, agosto 17, 2010

Genebra, agora em palavras

  • Ferraris amarelos e vermelhos. E Bentleys cinzentos;
  • Palácios à beira-rio, cujos donos têm os iates e veleiros atracados na marina mais próxima;
  • A pobreza e miséria, se a há, estava bem disfarçada;
  • Os Suíços, que não consegui decidir se são morenos ou loiros;
  • Muitas mulheres e homens elegantes, ricos e cheios de estilo;
  • Muitos Portugueses, com o seu bigode;
  • O terror dentro do avião, na aterragem e na descolagem, dado o facto do avião se ter de desviar das montanhas para aterrar no aeroporto de Genebra;
  • 50 francos suíços para almoçar;
  • Starbucks ao final da tarde, quando a chuva caía lá fora, a fazer lembrar o Inverno;

domingo, agosto 15, 2010

segunda-feira, julho 19, 2010

Incógnito

Este Domingo, no avião, algures entre a Bélgica e Portugal, vinha eu no paleio com o tipo que estava sentado ao meu lado, quando um dos hospedeiros se dirige ao meu interlocutor e lhe entrega dois postais, dizendo: "Posso pedir-lhe um autógrafo? Um para mim e outro para o meu colega?".
Entre a surpresa e a dúvida, fiquei a tentar perceber quem era a personagem... Não conseguindo decifrar a assinatura que o tipo rabiscou nos postais e, não tendo coragem para lhe perguntar quem era ele, o hospedeiro voltou e ainda aumentou mais a minha frustração, ao dizer ao famoso-anónimo "O capitão pediu-me para lhe dizer que se quiser ir à cabine, terá o maior prazer em o cumprimentar.".

A ignorância é uma coisa triste... 

quarta-feira, maio 12, 2010

Cheguei...

... e nem a cinza, o Papa ou o Benfica, alteraram o meu rumo.

Os últimos dias foram dose, com emoções à flor da pele, muito coisa que não coube na mala e várias coisas para fazer, faltando o tempo para as realizar.

A cidade está com pouca gente, o sol continua tímido, o rio está no sítio e ainda tenho de formatar o disco para não dizer "Bonjour" quando entro num café ou restaurante.

Sabe bem pedir um café e pagar 1€.
Sabe bem encontrar um jornal em Português a cada esquina.
Sabe bem encontrar Ice Tea sem gás.
Sabe bem ver, novamente, gaivotas.

sexta-feira, abril 30, 2010

Countdown

Ainda não o tinha referido de forma explícita aqui no blog, mas passo a fazê-lo agora: estou a queimar os últimos cartuchos na terra dos chocolates que se derretem de forma voluptuosa na boca e das cervejas que, ora aquecem o estômago nos dias mais frios, ora refrescam as ideias nos (poucos) dias mais quentes. Daqui a uma semana rumo de volta a Portugal, sendo o destino final Lisboa.

O que é que levo na bagagem, resultado de 1 ano e meio de vida em Bruxelas? Esta é a pergunta que mais tenho ouvido nas últimas semanas. E como se revelou complicada esta pergunta! Acho que consigo resumir tudo numa palavra: tolerância. As dificuldades, diferenças e alterações pelas quais passei, fizeram de mim uma pessoa mais tolerante. E, sendo mais tolerante, sou necessariamente mais calma e confiante... o que me leva a dizer, com toda a certeza, que sou uma pessoa melhor.
Na prática, vou sentir falta:
  • de sair do trabalho e encontrar os amigos numa qualquer taverna ou esplanada para beber uns copos e discutir o que se vai fazer no fim-de-semana seguinte;
  • do cheiro a chocolate a derreter nos gaufres quentinhos que se sente nas ruas e no metro;
  • das eternas e sempre interessantes descobertas no que toca a diferenças culturais;
  • da Place Luxembourg às 5as feiras;
  • das famosas festas de aniversário onde não conheço quase ninguém;
  • de ser a estrangeira do departamento;
  • da varanda de minha casa;
  • do Lukas que, infelizmente, vai ter de ficar;
  • das paredes cobertas com graffitis de banda desenhada que, ainda hoje, vou descobrindo;
  • do meu quarteirão;
  • dos amigos que fiz, amigos dignos de tal nome;
  • dos comités de crédito em Inglês;
  • da abordagem dos tipos da informática, sempre que vou à máquina do café que, discreta mas obviamente, arranjam uma desculpa para virem lançar charme à Portuguesa;
  • das quiches e tartes do Arcadi Café;
  • de sair às 17h30 do trabalho;
  • do ar de felicidade dos meus colegas, sempre que aprendo mais uma palavra ou expressão em Flamengo;
  • da tradição do pequeno-almoço em equipa às 6as feiras;

A lista podia continuar, sem ter de pensar muito... tal como a lista das coisas que me fizeram tomar a decisão de mudar. No entanto, não vou escrever essas, porque nesta última semana prefiro concentrar-me no que ganhei aqui em vez do que vou conquistar em Portugal.

Agora a aventura será outra e o desafio não vai, com toda a certeza, ser menor: uma tripeira em Lisboa, a trabalhar para um Banco francês. C'est la vie mes amis!

segunda-feira, abril 05, 2010

Páscoa

Não foram férias, foi uma mera pausa na pasmaceira que foram as últimas semanas na minha vida. E, para não fugir à tendência, também a pausa foi pautada por esse mesmo marasmo, com excepção para algumas horas de agitação ou emoção.
Não vi o mar, não cheirei a maresia, não matei nem um décimo das saudades que levava comigo. Portanto, trouxe-as todas de volta e não sei o que fazer com elas.
Arrumo ali num cantinho da casa e só volto a pensar nelas quando tiver novo bilhete de ida?
Ou alimento-as e construo um castelo de desejos que se arrisca a ruir caso os projectos saiam novamente furados?

domingo, fevereiro 28, 2010

quarta-feira, novembro 25, 2009