"Os portugueses levantaram 115 milhões de euros das caixas Multibanco em todo o país no dia 23 de Dezembro, o que representa um novo recorde no levantamento de dinheiro das caixas automáticas (...) o que corresponde a uma média de 75 euros por levantamento." in Público, 27/12/2005
Ontem à noite, a caminho de casa, cruzei-me com um senhor com as lágrimas nos olhos, a carta de condução numa mão e uma saca de pão na outra. Parei e ouvi-o. As palavras dele foram, mais ou menos, estas: " Oh minha senhora, ainda bem que parou...ninguém pára...até parece que sou um bicho do mato...o meu nome é X (enquanto me mostrava a carta de condução), fui roubado há 3 dias atrás e passei a noite de Natal aqui na rua sozinho. A única coisa que quero são 14€ para o bilhete de comboio pra voltar pra junto da minha família...só tenho 5€...já fui à polícia fazer queixa mas ninguém me ajudou...não tenho dinheiro pra comer e muito menos pra pagar o bilhete...ajude-me por favor, já não sei o que mais posso fazer...".
Posso dizer que era um senhor com um aspecto normalíssimo e também posso dizer que acreditei nele. Dei-lhe o dinheiro que tinha comigo e deixei-o na rua, à chuva, a chorar, à espera que mais alguém o ajudasse...Se tivesse possibilidade levava-o à estação de comboios e pagava-lhe o bilhete de comboio.
E ficamos nós tristes por passarmos a consoada quentinhos em frente a uma lareira, com o bacalhau cozido na mesa, só porque as tias todas resolveram presentear-nos com meias e panos de cozinha...
Ontem à noite, a caminho de casa, cruzei-me com um senhor com as lágrimas nos olhos, a carta de condução numa mão e uma saca de pão na outra. Parei e ouvi-o. As palavras dele foram, mais ou menos, estas: " Oh minha senhora, ainda bem que parou...ninguém pára...até parece que sou um bicho do mato...o meu nome é X (enquanto me mostrava a carta de condução), fui roubado há 3 dias atrás e passei a noite de Natal aqui na rua sozinho. A única coisa que quero são 14€ para o bilhete de comboio pra voltar pra junto da minha família...só tenho 5€...já fui à polícia fazer queixa mas ninguém me ajudou...não tenho dinheiro pra comer e muito menos pra pagar o bilhete...ajude-me por favor, já não sei o que mais posso fazer...".
Posso dizer que era um senhor com um aspecto normalíssimo e também posso dizer que acreditei nele. Dei-lhe o dinheiro que tinha comigo e deixei-o na rua, à chuva, a chorar, à espera que mais alguém o ajudasse...Se tivesse possibilidade levava-o à estação de comboios e pagava-lhe o bilhete de comboio.
E ficamos nós tristes por passarmos a consoada quentinhos em frente a uma lareira, com o bacalhau cozido na mesa, só porque as tias todas resolveram presentear-nos com meias e panos de cozinha...
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