Depois do primeiro grande desgosto que temos na vida, apercebemo-nos que será não só o primeiro, como também o ultimo e o único.
Não se trata de deixarmos de acreditar, de deixarmos de arriscar ou de deixarmos de nos entregar. Trata-se de conquistarmos um precioso conhecimento: nada nos derruba.
Podemos rastejar, suplicar, carpir mágoas que nos parecem intermináveis, acreditar que temos o poder para mudar o rumo do que já há muito se desmoronou e até mesmo fazer juras e promessas ao nosso próprio ser de que vamos conseguir voltar ao que foi um dia. Cada um leva o seu tempo a batalhar nesta guerra já perdida, a insistir em fazer uma finta à consciência que teimosamente culpamos, dizendo que é ela nos faz acreditar.
Mas, findo esse tempo, e para aqueles que se apercebem ainda nesta vida, é como se o conforto da sabedoria nos acompanhasse. Sabemos o que custou passar por isso uma vez, por isso sabemos que estamos aptos a reviver a experiência. Claro que, por definição, o desgosto é parente do surpreendimento. A partir do momento em que já não somos apanhados de surpresa, precisamente porque já o vivemos, já não sofreremos daquele desgosto. Ficaremos tristes, desapontados. Mas aceitaremos que teremos simplesmente de dar o devido tempo à nossa consciência e ao nosso corpo para repor as suas defesas naturais e se preparar para mais uma batalha.
Tudo isto para tentar pôr em palavras a importância que arriscar e perder tem na nossa vida.
Se assim não for, viveremos eternamente iludidos, agarrados à ingénua ideia de que não vai acontecer connosco.
Não se trata de deixarmos de acreditar, de deixarmos de arriscar ou de deixarmos de nos entregar. Trata-se de conquistarmos um precioso conhecimento: nada nos derruba.
Podemos rastejar, suplicar, carpir mágoas que nos parecem intermináveis, acreditar que temos o poder para mudar o rumo do que já há muito se desmoronou e até mesmo fazer juras e promessas ao nosso próprio ser de que vamos conseguir voltar ao que foi um dia. Cada um leva o seu tempo a batalhar nesta guerra já perdida, a insistir em fazer uma finta à consciência que teimosamente culpamos, dizendo que é ela nos faz acreditar.
Mas, findo esse tempo, e para aqueles que se apercebem ainda nesta vida, é como se o conforto da sabedoria nos acompanhasse. Sabemos o que custou passar por isso uma vez, por isso sabemos que estamos aptos a reviver a experiência. Claro que, por definição, o desgosto é parente do surpreendimento. A partir do momento em que já não somos apanhados de surpresa, precisamente porque já o vivemos, já não sofreremos daquele desgosto. Ficaremos tristes, desapontados. Mas aceitaremos que teremos simplesmente de dar o devido tempo à nossa consciência e ao nosso corpo para repor as suas defesas naturais e se preparar para mais uma batalha.
Tudo isto para tentar pôr em palavras a importância que arriscar e perder tem na nossa vida.
Se assim não for, viveremos eternamente iludidos, agarrados à ingénua ideia de que não vai acontecer connosco.


1 comentário:
fuodaxi k tu falas mesmo benhe, inte da gosto passear nestas bandas...
now serious...
Concordo contigo, e se a vida nao fosse feita destas pequenas batalhas nao valia a pena andar aki!
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